Edicarlos é um mineiro gente boa demais! Nos conhecemos em abril/2016 em Cancún, únicos dois brasileiros em um hotel cheio de pessoas especiais. A amizade se manteve e está cada dia mais forte. Foi um verdadeiro presente que o mundo das viagens me trouxe!

O Edi passou suas últimas férias na Itália, agosto/2017, e aceitou o convite para ser o primeiro amigo do Vai que Viajo a compartilhar suas experiências.

Então bora pegar umas dicas da Itália com ele?

1- Em quais cidades da Itália você esteve? Quantos dias você esteve em cada? Foram suficientes?

Eu visitei as cidades de Milão, Veneza e Roma. Fiquei 2 dias em Milão, 3 dias em Veneza e 4 dias em Roma. Eu deveria ter ficado no máximo 2 dias em Veneza e reservado mais tempo para conhecer Roma. Veneza é bacana, mas para uma pessoa solteira 1 ou 2 dias já é suficiente. Acredito que pelo menos 5 dias em Roma seja o ideal para se conhecer bem a cidade.

2- Ao chegar na Itália, quais foram suas primeiras impressões?

Logo que cheguei em Milão percebi que estava num ambiente organizado, cheio de pessoas bem vestidas e elegantes. Senti que de fato estava em uma cidade pertencente a um país desenvolvido, foi uma sensação maravilhosa!

3- Qual o tipo de hospedagem você ficou? Alguma dica?

Fiquei em hotéis. Fiz pesquisas pelo booking.com quando ainda estava no Brasil, mas os preços estavam praticamente os mesmos caso eu pagasse na hora. Reservando pelo site também havia a desvantagem de ter que carregar valores em espécie para pagamento na hora do check-in. Pagando a hospedagem na hora pude optar por usar o cartão de crédito, a desvantagem aqui foi pagar IOF e ficar no risco das oscilações do câmbio.

Pesquisei também alguns hosteis, porém as localizações não me agradaram. Como as despesas iriam ser divididas com um amigo, optamos por nos hospedar em hotel mesmo. Foi o melhor custo x benefício, a desvantagem foi a falta de interação com os outros hóspedes que teríamos caso tivéssemos ficado em um hostel.

4- O que você achou da receptividade e do atendimento dos Italianos aos turistas?

A receptividade foi boa, sempre me ajudaram quando pedi alguma informação. Não senti preconceito quanto ao fato de ser turista ou brasileiro (o que eu não gostei foi que eles achavam que eu e meu amigo éramos árabes, rsrsrs)

O atendimento dos italianos nos restaurantes não é dos melhores. No Brasil o atendimento é muito bom e estamos mal acostumados com isso. No entanto, nas lojas do comércio ele é bem diferenciado, os atendentes são educados, falam inglês e sempre estão com sorriso no rosto! Só chegavam perto quando eu chamava, deixavam o cliente à vontade.

5- Como se deu o transporte entre as cidades e dentro das cidades? Lembra dos valores?

Entre as cidades o deslocamento foi de trem, paguei na média 18 euros. Os trens eram confortáveis e pontuais. Já o transporte dentro das cidades foi basicamente feito em metrô, custaram 1,5 Euro, na média.

6- É um país caro para os turistas brasileiros? O que é mais caro e há algo que você achou barato?

Se convertermos para o real, sim! O que eu achei mais caro na Itália foi a alimentação. A cidade de Veneza foi a campeã dos preços altos, e não temos como fugir deles. Já em Roma e Milão é diferente, é possível encontrar opções para todos os bolsos.

As roupas foram o que eu achei que tinham o preço mais em conta e também eram de boa qualidade. Os sapatos são caros, eu queria um para trabalhar, porém os preços, ao converter para reais, não valiam a pena.

7- Qual foram os lugares mais marcantes que você passou?

Eu gosto muito de obras de arte, então as que mais me emocionaram foram a Praça onde está o Duomo di Milano (Milão), a Fontana de Trevi (Roma), e o Coliseu (Roma).

8- Como foi conhecer uma das 7 maravilhas do mundo?

Foi emocionante chegar no Coliseu! Depois que entrei foi uma volta ao passado, fiquei imaginando as batalhas que aconteceram ali, que eram a principal diversão para os Romanos, toda a história que envolve o lugar… foi fantástico!

9- A culinária Italiana é tudo aquilo que dizem mesmo?

A culinária é maravilhosa! Minha única reclamação é que nos restaurantes os pratos servidos são sempre os mesmos: muita massa, muito espaguete, muita lasanha… Não foi fácil achar locais que servissem uma carne de boi, seja assada ou grelhada. Eu adoro massas, mas confesso que fiquei um pouco enjoado de tanto comê-las quando estava lá.

10- Fez festa? Há boas opções de entretenimento? Queremos saber como você se divertiu!

Eu fui em alguns barzinhos em Roma próximos do hotel onde eu estava, na região central. Não cheguei a ir em casas noturnas. Antes de Roma, eu já tinha passado por outras quatro cidades na Europa, então estava muito cansado.  Além disso, a minha prioridade era conhecer os pontos turísticos da cidade, logo precisava estar bem para andar muito durante o dia.

11- Há algo negativo para nos contar sobre sua passagem pela Itália?

Sim, a acessibilidade em Veneza. Não achei cidade preparada para quem quer fazer turismo com crianças ou para pessoas com alguma dificuldade de locomoção. É uma cidade para quem não se importa em subir e descer escadas e andar muito para se locomover entre os pontos turísticos.

12- De 0 a 10, qual a sua nota para a viagem à Itália? Voltarias?

Nota 8. Sim, eu voltaria, principalmente a Roma! Faltou explorar mais a cidade, o lugar é belíssimo e repleto de pontos turísticos para se conhecer que, por cansaço e falta de tempo, não pude visitar. Também quero conhecer mais a vida noturna lá. Parece ser excelente!

–  Show Edi! O Vai que viajo agradece pelas dicas e deseja a você muitas outras viagens por esse mundão… e, claro, que venhas nos dar boas dicas novamente!

Leia mais uma entrevista em: Matty Woodman: o gringo que amou Porto Alegre